O que aprendi em 1 mês de no poo – e como você pode perder o medo de deixar o shampoo de lado

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Imagem: Marcelo Guerrero

No poo consiste na lavagem de cabelos que não utiliza shampoo. O método ajuda a preservar a estrutura natural dos fios do cabelo, limpando o cabelo sem eliminar os seus óleos naturais. Essa técnica é mais conhecida por pessoas de cabelos cacheados e crespos já que ajuda a definir os fios. Esse não é o meu caso, já que tenho cabelo mais liso que espaguete (1a, especificamente), mas o no poo despertou o meu interesse por ser uma maneira de não usar produtos industrializados, o que estou evitando cada vez mais.

Encontrei diversos produtos e receitas na internet e resolvi partir de cara para a mais “natureba” de todas:

  • Lavar o cabelo com uma pasta de bicarbonato de sódio e água
  • Enxaguar com vinagre diluído em água

E só.

Confesso que tinha medo e muitas dúvidas antes de começar, mas logo vi não tinha razão em temer, então seguem as minhas observações:

Essa mistura lava mesmo o cabelo?

Sim, o cabelo fica limpo, sem oleosidade, cheiro nem nada.

Mas o vinagre não deixa cheiro?

Se você enxaguar bem com água depois de lavar, não.

E a textura do fio?

Quando eu saí do banho eu senti que o meu cabelo estava mais “áspero”, mas depois de secar ele ficou bem macio e sedoso.

Você notou alguma diferença nesse último mês?

Sim, minha caspa aparentemente diminuiu e meu cabelo está menos rebelde.

Você fez alguma coisa além dessa mistura?

Eu tentei fazer uma hidratação com óleo de coco, mas como meu cabelo já é bem oleoso não deu muito certo, eu também estou testando descolorir o cabelo com canela e vou fazer um post se funcionar.

Claro que cada cabelo é diferente, então o que dá certo para mim pode não servir para outros, vale pesquisar o seu tipo de cabelo e o melhor método de fazer o no poo. 

E aí, o que está esperando?

[Desafio] Um ano sem compras!

UM ANO SEM COMPRAS

Já pensou em ficar um ano inteiro sem fazer compras? Acha que consegue?  O desafio de 01 Ano Sem Compras surgiu para provar que é possível viver um ano fora da lógica consumista e forçar a usarmos a nossa criatividade para reaproveitarmos nossas coisas que já temos. A primeira vez que ouvi falar do desafio foi sobre o blog Um Ano Sem Zara, depois disso fui vendo outras variações do desafio e finalmente eu criei coragem para aderir.

Por que? Talvez o início do mês de maio e a proximidade do meu aniversário, talvez do aumento do meu interesse sobre as questões de sustentabilidade e a vontade de fazer alguma coisa concreta para diminuir o meu impacto. Ou mesmo talvez uma mistura desses dois com a chance de me desafiar.

Então as minhas regras são as seguintes. Por um ano vou ficar sem comprar:

  1. Nenhuma roupa ou sapato
  2. Livros ou DVDs/CDs
  3. Objeto de decoração ou outra coisa supérfluo
  4. Maquiagens ou bijuterias

Poderei comprar apenas se:

  1. Precisar de livros para alguma aula/curso
  2. For um presente para alguém próximo
  3. Alguma coisa estiver quebrada/estragada e precisar de substituição

Poderei comprar normalmente:

  1. Comida, coisas para casa e outros itens do dia a dia (sempre com foco em reduzir o consumo e o desperdício).

E então? Estou bem animada para começar, ao longo desse ano vou mostrando pra vocês o meu progresso. Até mais!

Em busca do caos perfeito

Sempre fui desorganizada na minha vida. Ponto. Isso é realmente inquestionável

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E de forma recorrente neste blog eu venho compartilhando com vocês a minha jornada para organizar diferentes partes e aspectos da minha vida. Essa experiência, juntamente com outros relatos de experiências que encontrei na nessa busca me fizeram chegar a algumas conclusões:

  • Não existe uma regra universal sobre o que é certo

Cada um deve saber o que é melhor para si. Você não precisa ter só 37 peças no seu guarda-roupa, ou tomar suco verde todo dia, ou ter uma horta de temperos orgânicos em casa. Cada pessoa deve saber das suas condições e limitações pessoais.

  • O conceito de felicidade é totalmente subjetivo

Ou o conceito de liberdade, ou o de perfeição. Não é porque alguém viaja para os sete cantos do mundo, ou faça ioga numa praia paradisíaca, que isso signifique que essa pessoa seja totalmente feliz (vide comentário anterior). Felicidade pode ser abrir aquele livro velho que fez diferença na sua vida, liberdade pode ser conseguir morar sozinha.

  • Planejar é cansativo, mas necessário

Para conseguir o que se quer é necessário uma boa dose de paciência e disciplina para fazer um planejamento objetivo e consistente. Parece papo de professora da quinta série, mas é verdade. Não é possível chegar a algum lugar sem saber que caminhos o levarão até lá.

  • Quando você passa a se preocupar todo hora com alguma coisa é sinal de que algo está errado

Existe uma diferença entre preocupação e obsessão. Quando alguma coisa passa a tomar todo o espaço da sua cabeça e quando você não consegue parar de pensar nela a ponto de se estressar por nada, isso é um sinal de que você deve parar e refletir se está realmente tomando o rumo certo. Ou simplesmente parar, ir ao cinema, tirar um tempo para ficar com a cabeça vazia. Relaxe e depois esteja recuperado para tomar as decisões certas.

Virei vegetariana, e agora?!

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No final do ano passado eu deixei de comer carne e no começo deste ano eu resolvi me assumir vegetariana. Vou contar para vocês um pouquinho da minha experiência até agora.

Eu já tinha diminuído o meu consumo de carne. Geralmente as pessoas primeiro cortam a carne vermelha, depois frango e depois peixe. Só que no meu caso foi ao contrário. Eu sempre adorei peixes e frutos no mar, mas no começo do ano depois de pegar dengue (sim, é horrível) meu gosto mudou muito e passei a não suportar nem o cheiro de peixe.

Daí pra frente foi mais fácil e atualmente o sabor de qualquer tipo de carne já não agrada mais (a não ser quando passa algum prato super cheiroso, daí eu fico com vontade hahaha).

As principais coisas que eu notei nesses últimos meses:

  • Eu fiquei mais atenta aos ingredientes das comidas e ao seu valor nutricional
  • A nossa culinária é MUITO baseada em pratos com carne: churrasco, feijoada, etc. Sorte ter receitas de versões vegetarianas.
  • É difícil encontrar pratos vegetarianos em restaurantes, mesmo em SP (eu brinco que eu nunca mais fico indecisa quanto a que prato pedir, porque geralmente só tem uma opção vegetariana no cardápio hahaha).
  • Versões vegetais de salsichas, hambúrgueres e outras carnes processadas são bem caras e não são lá essa maravilha de sabor. Ainda estou estudando maneiras de preparo.
  • Comecei a experimentar coisas que nunca pensaria em comer antes: tofu, carne de jaca…
  • Eu passei a procurar mais receitas pra experimentar, no final tudo vai ser uma nova experiência, questão de ir aprendendo e tentando coisas novas.

Eu não sei NADA de moda!

E como isso pode ser um problema (ou não).

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Talvez o meu primeiro contato com o mundo da moda tenha vindo das revistas de costura que a minha mãe assinava. E eu sempre amei ler revistas de costura, assim como eu sempre amei ler qualquer revista quer conseguisse colocar as mãos.

Mais tarde, como toda boa pré-adolescente, eu passei a comprar aquelas revistas pra garotas que giravam sempre nos assuntos moda-beleza-comportamento. Engraçado que a maioria das revistas femininas falam basicamente sobre isso, então vamos acreditando que nos interessamos por esses assuntos. Apesar disso, estudar em uma escola com uniforme obrigatório e mais uma série de outros fatores fizeram com que eu tivesse que me preocupar bem pouco com o que vestir.

(Dentre os fatores inclui uma fase de revolta adolescente contra “tudo que é fútil” e claro que se preocupar com roupas entrava nessa categoria hahaha).

Foi só na época da faculdade e consequentemente, do estágio, que eu tive realmente que me preocupar com o que vestir. Assim sendo, passei a me aventurar nas versões modernas das revistas: blogs e Pinterest.

Assim, juntando a fome com a vontade de comer, comecei a comprar roupas que levaram a looks questionáveis e pilhas de roupas que nunca eram usadas ou se eram usadas, eram usadas apenas um vez. Para vocês terem uma ideia, faz um tempo já que eu fiz um post mostrando a quantidade de roupas que eu doei porque eu não usava e, acreditem, depois disso já mandei muito mais roupa embora.

Uma das coisas que abriram meus olhos foi ler o livro “A Mágica da Arrumação” e conhecer o método KonMari. Esse método, a autora do livro explica, consiste em jogar fora tudo que não te traz felicidade, o que é um conceito bem difícil de ser seguido à risca, mas já dá pra ajudar na arrumação da casa e da vida. Outra questão foi conhecer o conceito de armário-capsula, no qual separamos um número mínimo de roupas para passar a estação (igual quando uma revista faz uma matéria do tipo “Passando uma semana com as mesmas X peças de roupa”). Ainda não consegui montar o meu armário-capsula, mas o desse conceito é você estudar que cores e tipos de roupas “ficam bem” em você e obviamente, nas que você se sente bem usando. É um ótimo exercício de auto-conhecimento e busca do seu próprio estilo.

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Um pesadelo                                                            Simples e seguro

Lições aprendidas:

  1. Eu ainda detesto sair pra comprar roupa, mas ter coisas legais e bonitas no guarda-roupas é muito bom, então se faz necessário entrar em um provador de vez em quando.
  2. Eu não preciso comprar o que a revista/internet diz que eu tenho que usar se eu não vou me sentir bem usando, mas compensa comprar aquela uma peça “da moda” que eu achei bonita e vou querer usar por bastante tempo.
  3. Eu não preciso me preocupar com moda pra conseguir me vestir bem, às vezes manter um estilo básico e simples é melhor do que ficar estressando sobre como combinar 1001 cores ou peças de roupas.